22 de junho de 2009. Um dia normal. Segundo dia da primeira semana da estréia da nova estação do ano: o inverno.
O dia amanheceu com o típico friozinho da manhã, mas com o sol nascendo, brilhando, prometendo mais um longo dia de calor. Enfim, mais um dia comum, como todos os anteriores.
Dias compridos”. Podemos resumir os dias desses últimos dois meses de Sophie a essa definição. As horas se tornam intermináveis, se assemelhando ao passar de anos, de décadas.
As melhores horas do dia são aquelas que vêm posteriores às 23h, em que ela deita em paz na sua cama, no silencio do seu quarto, no escuro do seu mundo, podendo, assim, esquecer todos os seus monstros e temores e, finalmente, adormecer em paz.
Ao acordar nessa segunda-feira e após ter dado uma espiada no clima daquela manhã, Sophie se lembra dos tempos de sua infância, de suas bonecas, de seus amigos... E de suas noites quando, antes de dormir, fazia uma oração pedindo que não tivesse pesadelos com monstros verdes e terríveis querendo a engolir. Hoje em dia isso não acontece mais. Aquela menina cresceu e não tem mais temor pela noite, e sim pelo dia; hoje, não são os monstros imaginários que a assombram, e sim as pessoas de carne e osso que a cercam e disseminam maldade, arrogância, egoísmo e inveja, através de suas palavras e atos.
Sophie então se arruma e vai para o colégio, mas antes ela fecha os olhos e se motiva a ter mais força e calma para enfrentar todas as tristezas que esses monstros reais podem lhe causar.