...

... E ela disse: "Se eu pudesse, eu lhe daria tudo o que sempre penso em comprar para ti."
Enquanto isso, meus olhos vagavam pelo seu lindo rosto, observando toda a tristea e frustração que estava nítida em seus olhos melancólicos.

... Pensei dentro de mim: "se eu pudesse, eu seria egoista, te deixaria com sentimentos equivalentes aos meus, nos tonaria compatíveis e tiraria ele de sua vida... para sempre... juntamente com toda a lembrança e sentimento que tu cativas pelas pessoas que não te fazem o bem. Arrancaria de ti o seu coração se essa fosse a única ou a última solução para esses teus olhos tão castanho e profundos não derramarem mais nenhuma inútil lágrima por alguém que foi em vão."

Essa prisão...

Estou no caminho de volta...

Hoje, assim como nas outras dezenas e centenas de dias inseridos no calendário, a minha maior vontade é fugir.

Posso sentir os meses e anos se passarem e, o jeito como me sinto uma prisioneira continuarem. É como se, anos atrás de grades de ferro tivessem me tornado em alguém que consegue ser egoísta com o seu próprio sentir, com o seu próprio pensamento, com o seu próprio pesar.
Parece que as grades e as paredes indestrutíveis, juntamente com essa cama que, noite após noite, vai se tornando mais dura e desconfortável machucando minhas fracas costelas, se tornaram algo comum, algo indiferente no qual eu já tenha me acostumado, mas não aceitado.

Me acostumei... com a idéia de sonhos inatingíveis e que se tornam invisíveis quando estou desse outro lado, cercado por esses altos muros inescapáveis.

Sei que estou parado no mesmo lugar há tempos, enquanto isso, os anos voam, as rugas preenchem meu rosto e eu fico a imaginar como seria se a felicidade estivesse do meu lado, no meu mundo.

E é em toda noite fria e escura que posso sentir meu corpo fraco e minhas lágrimas congelados sob minhas pálpebras, enquanto minha mente gira, viaja. Minha mente.... como se estivesse em uma viagem de onibus, observando paisagens conhecidas, consciente de que está voltando ao mesmo lugar sórtidos que se encontrava antes, seguindo pelo caminho que me levou até esse meu fim.


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Muito tempo sem postar aqui, né? Pois bem, resolvi postar hoje esse texto que eu escrevi no mês passado e estava perdido entre meus cadernos.

E hoje, escrevendo aqui, ao som de "Don't Cry", do Guns N' Roses

:*

Estética vs Sentimento

Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é dieta.
Fé, só na estética. Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo,sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.
Não importa o outro, o coletivo.
Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas…
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.
‘ Cuide bem do seu amor, seja ele quem for ‘


Autoria da jornalista Rosana Hermann

voltando...

Estou no caminho de volta.

Hoje, assim como nas outras dezenas de dias inseridos no calendário, a minha maior vontade é fugir.

Posso sentir os meses passarem e o jeito como me sinto uma prisioneira continuarem. É como se, após anos atrás dessas grades eu tivesse me tornado alguém egoísta com o meu próprio sentir, com o meu próprio pensar, com o meu pesar. Parece que já estou acostumada com as grades e paredes indestrutíveis, com a cama de alvenaria totalmente dura e inconfortável machucando minhas fracas costelas... Me acostumei com a ideia de sonhos inalcançáveis, inatingiveis e que não estarão visíveis enquanto eu estiver desse lado do alto muro invencível.

Sei que estou parado no mesmo lugar há tempos, enquanto isso, os anos voam, as rugas preenchem o vazio a minha face e eu fico a imaginar a felicidade que está do outro lado.

E em toda noite fria e escura, onde sinto meu corpo fraco e minhas lágrimas congeladas sob minhas pálpebras, posso sentir apenas minha mente girar, vagar, viajar. Minha mente... como se eu estivesse em uma viagem de ônibus, observando paisagens conhecidas passarem pela vista da janela, mas fico consciente de que estou voltando ao mesmo lugar sortido da partida, seguindo pelo caminho que me levou até esse meu fim. Trilhando sempre o mesmo caminho de volta para casa.


07/02/2010

...

Acho que ninguém se recorda mais que um dia te conheci, te vi e pude te tocar, mas eu sei que isso ocorreu e é quase o suficiente pra fazer com que cada ferida dentro de mim abra novamente e arda vigorosamente cada vez que vejo o seu caminho cruzando ao meu.

Eu nunca tinha me arrependido de nada nessa minha história até o momento em que realmente te conheci e me arrependi de ter trilhado os caminhos que me levaram até você. Parece que foi algo inevitável, mas não foi... e é por isso que amaldiçoei o dia em que ouvi falar do seu nome... pela primeira vez.